Primeiros passos
Do cadastro ao primeiro envio. Com o celular em mãos leva poucos minutos — mas há um preparo do número que começa uma semana antes, e é ele que mais protege você depois.
Use um chip separado do seu número pessoal. Ative o WhatsApp nele, preencha o perfil (foto, nome, descrição) e use normalmente por uns 7 dias, com conversas de verdade em que a outra pessoa responde. Só depois conecte aqui.
Número ativado hoje e conectado amanhã é o padrão que mais chama atenção do WhatsApp, e o bloqueio não tem recurso. Nunca use um número que receba códigos do seu banco ou de outro serviço importante.
1 Entre na sua conta
Se ainda não tem conta, crie a conta da sua equipe — o primeiro cadastro vira o responsável e pode configurar o resto. Se a empresa já usa o Orbicast, peça o acesso a quem administra.
Você mesmo vai hospedar o Orbicast?
Precisa de Node 20+ e um PostgreSQL. Da raiz do repositório:
docker compose up -d postgres # Postgres compartilhado do nebula-tools
bash wa-sender/run.sh # cria o banco, aplica migrations e sobe A aplicação escuta em 127.0.0.1:8102. É deliberado: sem login único, a
interface que controla o WhatsApp não deve ficar exposta na rede.
2 Autorize quem vai receber
Em Allowlist, cadastre o número que vai receber as mensagens de teste. Sem isso nada entra nem sai: todo envio é recusado e toda mensagem que chega é descartada.
A lista existe por proteção de dados: ela evita guardar informação de quem nunca pediu para falar com você.
3 Crie a sessão e pareie
Em Nova sessão, dê um nome e confirme o checklist — os cinco itens que o código não consegue verificar sozinho. Depois leia o QR no celular, em WhatsApp → Aparelhos conectados → Conectar aparelho.
O painel de handshake narra o pareamento marco a marco: WebSocket, Noise, QR entregue, celular autorizou, pronto. O QR expira em ~60s e é regenerado sozinho.
Sem chip ainda? Marque sessão simulada ao criar. Ela exercita todo o fluxo sem falar com a Meta — inclusive os guardas.
4 Peça uma mensagem antes de enviar
Este é o passo que surpreende: a primeira mensagem tem de partir do celular do destinatário. O guarda de bidirecionalidade recusa envio para quem nunca escreveu — é a única regra que não é estimativa: o WhatsApp pune explicitamente envio a quem nunca respondeu.
Em sessão simulada, use o botão “Simular recebimento” na tela de envio: ele injeta a mensagem que fecha o ciclo.
5 Envie
Em Enviar, escolha a sessão, o destinatário e o texto. Antes de clicar, use “Simular”: ele roda os oito guardas e mostra o veredito de cada um, sem enviar nada e sem gastar reputação do número.
O resultado traz o ID da mensagem e quantos dispositivos receberam a cópia cifrada — o número costuma surpreender, e é o que torna o multi-device concreto.
6 Integrando com outro sistema (para desenvolvedores)
Crie uma chave em Chaves de API, com o escopo mínimo necessário. Ela é exibida uma única vez.
curl -X POST 'http://localhost:8102/api/v1/mensagens?simular=true' \
-H 'Authorization: Bearer wsk_live_SUA_CHAVE_AQUI' \
-H 'Content-Type: application/json' \
-d '{"sessaoId":"...","destinatario":"+5535999998888","texto":"Olá"}' Remova o ?simular=true para enviar de verdade. Os mesmos guardas valem —
um cliente não burla o aquecimento chamando o endpoint direto.
E depois
- Como protegemos seu número — o que barra cada envio, e por quê
- Como a mensagem trafega — o que acontece entre clicar e chegar
- Referência da API — todos os endpoints, com exemplos
- Monitoramento — cota, entrega, risco e bloqueios suspeitos
