Como protegemos seu número

Antes de cada mensagem sair, o sistema faz uma série de verificações. Se alguma indicar risco, o envio é segurado e você recebe o motivo em vez de uma falha genérica. As mesmas verificações valem para a tela e para os sistemas que você integrar — não há caminho que passe por fora.

Importante saber.

O WhatsApp não divulga os critérios que usa para bloquear um número. Os limites abaixo vêm da experiência de quem opera — reduzem bastante a chance de problema, mas não são garantia.

E há uma armadilha: quanto melhor a proteção parece, maior a tentação de forçar o volume. Usar um número dedicado ao atendimento continua sendo o cuidado que mais protege.

O que o WhatsApp realmente observa

O Orbicast se conecta do mesmo jeito que o WhatsApp Web — lendo um código pelo celular. Por isso o que chama atenção não é como as mensagens são enviadas, e sim o padrão de envio: quantas, com que rapidez, para quantas pessoas diferentes e quantas delas respondem.

Por isso não adianta procurar truques: o que protege o número é enviar num ritmo natural, para quem espera sua mensagem, e dar tempo de as pessoas responderem.

A ordem importa

Verificação barata antes de cara, e a espera sempre por último: seria absurdo aguardar 15s para só então descobrir que a cota estava estourada.

#GuardaRegraPor quê
1Sessão conectadaEm memóriaFalha rápido; cobre também a pausa do freio automático
2AllowlistEm memóriaProtege dados de quem nunca pediu contato — é privacidade, não proteção do número
3Interação préviaPrecisa ter recebido antesA única regra que é fato: a Meta pune envio a quem nunca respondeu
4Cota diária5/dia, dobrandoNúmero novo disparando muito é o padrão mais óbvio de descarte
5Teto por destinatário10/dia por númeroInsistir com a mesma pessoa dispara denúncia — sinal mais forte que volume
6Rajada10/hora, janela deslizanteVolume concentrado é tão suspeito quanto volume alto
7Conteúdo repetido3+ destinatários em 24hMesmo texto para muitos é a definição de disparo em massa
8Janela de silêncio8h–21hEnvio às 3h da manhã é comportamento de robô — pessoas dormem
9Ritmo humano3s–15s, com caudaEspera, e por isso é a última

O aquecimento e a regra dos 60%

A cota começa em 5 mensagens no primeiro dia e é multiplicada por 2 a cada dia, até o teto de 300. Mas só cresce se o dia anterior foi realmente usado — ao menos 60% do limite.

Essa condição é o detalhe que a maioria das implementações erra. Sem ela, bastaria esperar sete dias sem enviar nada para liberar o teto — exatamente o oposto de aquecer.

Após um congelamento, a cota volta ao dia 1. Sem isso, bastaria esperar a pausa passar e retomar o mesmo volume que causou o problema.

O ritmo não é um intervalo fixo

Intervalo cravado é a assinatura mais fácil de detectar: uma mensagem a cada 5,0 segundos não é humano em circunstância nenhuma. Aqui, 85% dos envios esperam entre 3s e 15s, e os demais caem numa cauda de 20s a 90s — a pausa de distração.

A cauda importa mais do que parece: uma distribuição uniforme ainda tem média e desvio previsíveis. A pausa longa ocasional bagunça a estatística.

O que observa depois do envio

DetectorO que lêO que faz
Bloqueio3 mensagens seguidas sem entregaMarca o destinatário como suspeito — não “bloqueado”
CongelamentoLatência contra a linha de base da própria sessãoDetecta o throttle silencioso, que não tem notificação nenhuma
Índice de riscoRazão envio/recebimento, bloqueios, cota, desconexõesConsolida em 0–100, com faixas acionáveis
Freio automáticoOs três acimaPausa o envio sem pedir permissão

“Suspeito”, e não “bloqueado”, porque celular desligado há dias produz exatamente o mesmo sintoma. Por isso a liberação é manual — só um humano distingue os dois casos.

O freio é a única medida que age sozinha, e isso é deliberado: quando os sinais piscam, esperar decisão humana costuma ser tarde — sobretudo se ninguém está olhando a tela. A pausa vale só para envio; continuar recebendo melhora a razão envio/recebimento, que é o sinal mais pesado.